Águas termais no Colca: onde ir, preços e dicas de viagem
As águas termais no Colca são uma das experiências mais relaxantes para incluir em uma viagem pelo Cânion...
Leer articuloO Cânion do Colca é um daqueles lugares que fazem a gente se calar por um instante. Paredões que despencam milhares de metros até um fio de rio, terraços agrícolas milenares pendurados nas encostas e, se você chegar cedo e o dia ajudar, condores-andinos planando a poucos metros de você.
Ele fica a cerca de quatro horas de Arequipa, então cabe em quase qualquer roteiro pelo sul do Peru. Neste guia explicamos como visitar o Cânion do Colca sem improviso: o que ver, como chegar, quando ir e quantos dias você realmente precisa.
O Cânion do Colca fica na província de Caylloma, no extremo nordeste da região de Arequipa. Foi escavado pelo rio Colca ao longo de milhões de anos, entre grandes picos nevados como o Ampato (6.310 m) e o Coropuna (6.425 m).
Sua profundidade máxima gira em torno de 3.270 metros, a cifra mais citada. Durante anos ele foi apresentado como o cânion mais profundo do mundo. Hoje se sabe que o vizinho Cânion de Cotahuasi é mais fundo, com cerca de 3.535 metros. Só que Cotahuasi é remoto e de acesso difícil, enquanto o Colca é o que você consegue visitar com conforto, condores incluídos.
O que distingue o Colca não é só o tamanho. É um vale habitado. Muito antes dos incas, os povos collagua e cabana moldaram as encostas em terraços que ainda hoje são cultivados. Os vilarejos preservam igrejas coloniais, trajes tradicionais e danças como o wititi, que nasceu neste vale.
Se quiser situar o cânion em um roteiro maior, nosso guia de Arequipa e o Colca ajuda a combinar a cidade e o vale.


O mirante Cruz del Condor é o motivo pelo qual a maioria dos viajantes vem ao Colca. Fica na parte alta do cânion, perto de Pinchollo e Cabanaconde, a cerca de 3.700 metros acima do nível do mar, na borda superior do cânion. Da grade você vê a parede do cânion despencar no vazio e, com sorte, um condor-andino passando.
O condor-andino é a maior ave voadora do mundo e pode ultrapassar três metros de envergadura. É uma espécie ameaçada, então vê-lo em liberdade é um privilégio.
Os condores aproveitam o ar quente que sobe pelo cânion quando o sol aquece as paredes. Por isso o melhor horário de observação é de manhã. As fontes consultadas apontam uma janela entre 7h e 10h, e a faixa mais confiável costuma ser das 8h às 9h.
Os tours saindo de Arequipa chegam por volta das 8h30, que é um bom momento. Se você dormir no vale, pode chegar mais cedo ao mirante e escolher seu lugar com calma.
Quatro dicas para observar os condores:
Nenhuma operadora séria pode garantir que você verá condores. Com paciência e uma manhã limpa, a maioria dos visitantes os vê.
O cânion é só uma parte do Colca. O vale tem vilarejos, mirantes e paradas que merecem tempo.
Chivay. Capital da província e porta de entrada do vale, a cerca de 3.635 metros. Tem mercado, restaurantes e a melhor oferta de hotéis. A poucos quilômetros ficam as piscinas termais de La Calera. Falamos delas no nosso guia das águas termais do Colca, ideais para relaxar depois de um dia de estrada.
Yanque, Coporaque e Maca. Vilarejos com igrejas coloniais, praças tranquilas e terraços ao redor. Em Yanque costuma haver danças folclóricas pela manhã.
Pinchollo e Cabanaconde. Os vilarejos mais próximos do Cruz del Condor. Cabanaconde é o ponto de partida da trilha até o Oásis de Sangalle, uma descida de mais de mil metros até o fundo do cânion.
Mirantes de Antahuilque e Choquetico. Daqui se veem os terraços e as tumbas pré-incaicas escavadas na parede do cânion.
Mirante dos Andes (Patapampa). O ponto mais alto da rota, a cerca de 4.910 metros. Em dias limpos avistam-se os vulcões Ampato, Sabancaya e Hualca Hualca.
Pampa Cañahuas. Parte da Reserva Nacional de Salinas e Aguada Blanca, onde é comum ver rebanhos de vicunhas, além de alpacas e lhamas.
Se coincidir com sua viagem, a Fiesta de la Cruz, no início de maio, enche o vale de procissões, música e dança.
A maioria dos viajantes visita o Colca a partir de Arequipa, que fica a 2.335 metros. Se você ainda não organizou sua chegada à cidade, veja nosso guia sobre como chegar a Arequipa.
A distância até o vale é de cerca de 160 a 200 quilômetros, conforme o ponto, e a viagem de carro leva de três a quatro horas até Chivay. A estrada sobe por Yura e atravessa a Reserva de Aguada Blanca. Passa por Pampa Cañahuas e pelo mirante de Patapampa e depois desce até Chivay.
Você tem três formas de fazer isso:
Para entrar no vale paga-se um bilhete turístico. Para turistas estrangeiros adultos, as tarifas divulgadas por operadoras locais são de 70 soles. Há tarifa reduzida de 40 soles para crianças de 10 a 17 anos e para residentes de países da Comunidade Andina, e menores de 10 anos não pagam. O bilhete dá acesso aos mirantes e atrações do vale e vale por dois dias. Alguns tours o incluem e outros não, então confirme na hora de reservar. As tarifas podem mudar.
Dá para visitar o Colca o ano todo, mas nem todos os meses são iguais.
Estação seca (de abril ou maio a novembro). É a mais recomendada. O céu fica limpo, as vistas do cânion e dos vulcões são melhores e a estrada é mais segura. As noites são frias e em Chivay a temperatura pode cair abaixo de zero em pleno inverno, então leve agasalhos.
Estação chuvosa (de dezembro a março). Os terraços ficam verdes e a paisagem é muito fotogênica. Em troca, há nuvens, chuva à tarde e maior risco de deslizamentos. É também a época de rafting e caiaque no rio.
Os condores podem ser vistos o ano todo. A estação seca costuma oferecer mais chances de céu limpo e voos mais longos.
É a dúvida mais comum: Colca, quantos dias? Depende do seu tempo e de quanto você quer caminhar.
| Full day (1 dia) | 2 dias / 1 noite | |
|---|---|---|
| Saída de Arequipa | Entre 2h30 e 3h30 da madrugada | De manhã, sem madrugada extrema |
| Cruz del Condor | Chegada por volta das 8h30 | Visita tranquila ao amanhecer do segundo dia |
| Águas termais | Opcionais e corridas | Com calma, ao chegar a Chivay |
| Retorno | Entre 17h e 18h | No meio da tarde do segundo dia |
| Ritmo | Intenso: muitas horas de ônibus | Mais relaxado |
Um dia (full day). A forma mais rápida de conhecer o Colca. Dá para ver o cânion e os condores e fazer várias paradas. É um dia longo, com cerca de oito horas de estrada. Boa opção se seu tempo em Arequipa é curto.
Dois dias. Nossa recomendação para quase todo mundo. Você dorme em Chivay ou em outro vilarejo do vale, chega ao Cruz del Condor sem pressa e tem tempo para as águas termais, os vilarejos e as vicunhas. Também se adapta melhor à altitude do que em uma viagem-relâmpago.
Três dias ou mais. Se você gosta de caminhar, inclua a trilha até o Oásis de Sangalle saindo de Cabanaconde e durma dentro do cânion. É exigente, com descida de mais de mil metros e uma subida dura, mas é a melhor forma de sentir o Colca por dentro.


O Colca é alto. Arequipa fica a 2.335 metros, Chivay a cerca de 3.635 e o ponto mais alto da rota passa dos 4.900. Essa mudança de altitude em poucas horas é o que mais afeta os viajantes.
Para prevenir o mal de altitude, passe um ou dois dias em Arequipa antes de subir, beba água, evite álcool na primeira noite e ande devagar. O chá de coca ajuda muitos viajantes. Se você tem problemas cardíacos ou respiratórios, consulte seu médico antes.
O que colocar na mochila:
Na Aura Travel Experience desenhamos roteiros pelo sul do Peru que combinam Arequipa, o Colca e o resto do país, com guias locais e um ritmo que se adapta a você. Conheça nossos pacotes para o Peru e fale com a gente para ajustar seu roteiro.
Pronto para ver os condores voarem? Inclua o Colca na sua viagem e viaje com quem conhece cada curva da estrada.
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