Quantos Dias Você Precisa em Cusco
Essa é provavelmente uma das perguntas mais frequentes entre quem está começando a planejar sua viagem ao Peru:...
Leer articuloSe você está procurando informações detalhadas sobre o roteiro da Trilha Salkantay, chegou ao lugar certo. Esse percurso de 5 dias e 4 noites é uma das alternativas mais populares à tradicional Trilha Inca para chegar a Machu Picchu, e diferentemente dela, não exige permissões governamentais limitadas, o que a torna mais flexível na hora de reservar. Isso não significa, porém, que seja uma trilha simples: ela cruza a Abra Salkantay a 4.630 m de altitude e percorre diferentes zonas ecológicas, da puna gelada até a selva alta subtropical.
Neste artigo, contamos dia a dia exatamente o que esperar: distâncias, altitudes, tempos de caminhada e os pontos mais marcantes de cada jornada, para que você chegue com as informações reais necessárias para planejar sua viagem.
A Trilha Salkantay de 5 dias combina caminhada de montanha, paisagens de nevados, selva alta e a chegada final a Machu Picchu. De forma geral, o percurso é o seguinte:
No total, o percurso soma entre 60 e 70 km, dependendo da variante específica escolhida pelo seu operador, com um desnível acumulado considerável, especialmente no segundo dia. Se você quiser se aprofundar na logística completa antes de reservar, recomendamos conferir nosso guia completo da Salkantay, onde abordamos aspectos como preços, temporadas e o que normalmente está incluído no pacote.
O primeiro dia costuma começar cedo pela manhã, com um traslado por estrada saindo de Cusco até o povoado de Mollepata (cerca de 2-3 horas), e de lá até Soraypampa, o ponto onde geralmente começa a caminhada propriamente dita. Esse traslado inicial já te coloca em altitude, então é fundamental ter passado pelo menos 1-2 dias se aclimatando em Cusco (3.400 m) antes de começar a trilha.
Uma vez em Soraypampa (aproximadamente 3.900 m), muitos roteiros incluem a possibilidade de deixar a bagagem principal no acampamento e fazer uma caminhada de ida e volta até a Laguna Humantay, localizada a cerca de 4.200 m. Esse passeio adicional costuma levar entre 2 e 3 horas de ida e volta, com uma subida íngreme mas relativamente curta, e é um dos momentos mais fotografados de toda a trilha: o contraste entre a água turquesa da lagoa e a geleira do nevado Humantay ao fundo é simplesmente espetacular.
Essa caminhada até a Humantay cumpre ainda uma função prática importante: serve como parte do processo de aclimatação antes do segundo dia, que é o mais exigente de todo o percurso. Ao final do passeio, desce-se de volta a Soraypampa para passar a primeira noite em barraca, geralmente a uma altitude entre 3.850 e 3.900 m.
A distância total do primeiro dia, incluindo o passeio até a Humantay, costuma ficar em torno de 8-10 km, com um tempo de caminhada ativa de 4 a 5 horas. As temperaturas noturnas em Soraypampa já começam a ficar frias, especialmente entre maio e agosto, então um bom saco de dormir é indispensável já a partir dessa primeira noite.


Esse é, sem dúvida, o dia mais duro de toda a trilha, tanto física quanto logisticamente. A jornada começa cedo, geralmente antes do amanhecer, com uma subida constante desde Soraypampa (3.900 m) até a Abra Salkantay, o ponto mais alto de todo o percurso, a 4.630 m.
A subida até a abra costuma levar entre 3 e 4 horas, dependendo do ritmo do grupo e do nível de aclimatação de cada pessoa. É um trecho exigente, com o ar visivelmente mais rarefeito nessa altitude, e onde o mal de altitude pode se manifestar caso a aclimatação prévia não tenha sido suficiente. Se você tem dúvidas sobre o quão exigente é realmente esse trecho, recomendamos conferir nosso artigo sobre a dificuldade da Salkantay, onde detalhamos o nível físico necessário para completá-la com tranquilidade.
A recompensa desse esforço é uma das vistas mais impressionantes de todo o percurso: da abra, com sorte e bom clima, é possível apreciar o nevado Salkantay (6.271 m) praticamente ao seu lado, junto com vistas panorâmicas de toda a cordilheira ao redor. Muitos guias locais realizam pequenos rituais andinos nesse ponto, como oferendas à Pachamama, um momento que costuma ser emocionante para os trekkers.
Depois de um breve descanso na abra — onde o frio e o vento intensos não convidam a ficar muito tempo —, começa uma longa descida rumo à região de Chaullay, localizada a aproximadamente 2.900 m. Essa descida é bem diferente da subida da manhã: à medida que se perde altitude, a paisagem muda da puna árida e fria para uma vegetação cada vez mais densa, marcando a transição para a selva alta.
A distância total do segundo dia costuma ser de 18 a 22 km, com um tempo de caminhada de 8 a 9 horas no total. É, sem dúvida, a jornada que exige mais resistência física de todo o roteiro, mas também a que oferece a paisagem mais marcante.
O terceiro dia representa uma mudança notável no ecossistema e no ritmo da trilha. Depois do esforço do dia anterior, essa jornada é consideravelmente mais tranquila em termos de exigência física, embora ainda seja um dia longo em termos de distância.
A caminhada continua a descida iniciada no dia anterior, atravessando zonas de selva alta cada vez mais exuberante. A mudança de paisagem é notável: a vegetação se torna mais densa, surgem plantações de café e frutas tropicais, e as temperaturas sobem consideravelmente em comparação com os dias anteriores em altitude. Esse trecho também oferece a possibilidade, em alguns roteiros, de passar por pequenas comunidades locais onde é possível observar o cultivo de produtos como o café orgânico ou a cana-de-açúcar.
Alguns operadores incluem, nesse dia, uma parada em fontes termais naturais, um descanso muito bem-vindo depois do esforço do segundo dia. Também é comum que, dependendo da rota específica de cada operadora, seja oferecida a opção de atividades adicionais como tirolesa ou rafting nas proximidades de Santa Teresa, para quem busca adicionar um pouco de adrenalina ao roteiro.
A chegada a Santa Teresa, um pequeno povoado situado no vale a aproximadamente 1.800 m, marca um dos pontos mais baixos de todo o percurso em termos de altitude, o que também significa noites consideravelmente mais quentes do que nos dias anteriores.
A distância desse terceiro dia costuma ser de 15 a 18 km, com um tempo de caminhada de 6 a 7 horas, embora o terreno seja muito menos íngreme do que no dia anterior, o que faz com que a sensação de esforço seja notavelmente menor.
O quarto dia é, de forma geral, o mais curto e simples do roteiro em termos de esforço físico, embora marque o trecho final antes de chegar a Machu Picchu, por isso a expectativa e a emoção costumam aumentar.
A jornada começa com um traslado, seja caminhando ou de transporte, conforme a operadora, de Santa Teresa até a região conhecida como Hidrelétrica. A partir desse ponto, começa uma caminhada relativamente plana ao longo dos trilhos do trem que seguem o curso do rio Urubamba, em direção a Aguas Calientes (também conhecida como Machu Picchu Pueblo).
Essa caminhada final costuma levar entre 2 e 3 horas, com um terreno muito mais acessível do que nos dias anteriores, o que a torna uma boa oportunidade para aproveitar a paisagem sem a pressão do esforço físico intenso. O percurso acompanha o rio e oferece vistas das montanhas que cercam o vale, incluindo alguns primeiros vislumbres da região onde se localiza a cidadela de Machu Picchu.
A chegada a Aguas Calientes marca o fim da parte de trekking propriamente dita do roteiro. Esse povoado, situado a cerca de 2.040 m, é a base a partir de onde se acessa Machu Picchu no dia seguinte, e costuma oferecer hospedagem em hotel (diferentemente das noites anteriores em barraca), o que representa um descanso bem-vindo antes do dia mais esperado da viagem.
A distância desse quarto dia costuma ser de 10 a 12 km, com um tempo de caminhada de apenas 2 a 3 horas, a jornada mais curta de todo o percurso.
O último dia é, para a maioria dos viajantes, o ponto culminante de toda a trilha: a visita à cidadela de Machu Picchu. A jornada começa bem cedo, geralmente com um ônibus saindo de Aguas Calientes até a entrada da cidadela (embora também exista a opção de subir caminhando para quem busca um desafio adicional).
Dependendo do seu horário de entrada designado — lembre-se de que Machu Picchu opera com horários de ingresso específicos —, você passará várias horas explorando a cidadela junto com seu guia, que vai explicar a história, a arquitetura e o significado desse sítio arqueológico declarado Patrimônio da Humanidade. É importante planejar com antecedência o ingresso de Machu Picchu, já que as vagas são limitadas e se esgotam com semanas de antecedência na alta temporada.
Depois da visita guiada, muitos roteiros oferecem tempo livre para explorar a cidadela por conta própria ou, caso você tenha contratado o ingresso correspondente, para subir ao Huayna Picchu ou à Montanha Machu Picchu, ambas as opções exigindo ingressos adicionais e reserva com bastante antecedência.
Por fim, o retorno é feito de trem saindo de Aguas Calientes até Ollantaytambo, e de lá de ônibus até Cusco, fechando assim o ciclo da viagem. Esse último trecho de retorno costuma levar entre 4 e 5 horas no total, dependendo dos horários de trem disponíveis.


Para aproveitar ao máximo cada dia do roteiro, leve em conta estas dicas práticas:
Quanto ao equipamento necessário para completar esses 5 dias com conforto, confira nosso guia detalhado sobre o que levar na Salkantay, onde abordamos desde o sistema de camadas de roupa até os acessórios que fazem a diferença em cada etapa do percurso.
Agora que você conhece o roteiro dia a dia da Trilha Salkantay, tem todas as informações necessárias para planejar sua aventura com expectativas realistas. Cada jornada tem seu próprio caráter: desde a exigência física do segundo dia até a recompensa final de contemplar Machu Picchu no quinto dia.
Pronto para viver essa experiência? Reserve este roteiro conosco através da nossa Trilha Salkantay 5 dias, e se tiver dúvidas sobre o nível de dificuldade, o equipamento necessário ou as datas disponíveis, não hesite em entrar em contato conosco. Vamos te ajudar a planejar cada detalhe da sua trilha até Machu Picchu.
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